Há dois anos, eu li o livro "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde. O livro conta a historia de um jovem, que assim como Narciso, apaixonasse por sua própria imagem. É uma historia triste, e até pareceria infantil, como uma dessas historia que contamos as crianças, com o intuito de dizer a elas que não sejam egoístas, que não pensem que só elas existem no mundo, que não sejam presunçosas, e que não faça pouco um das outras. Engraçado, por mais que pensamos saber o moral dessas historia, não é bem assim. A humanidade tem muita coisa a aprender e rever neste mito que ainda vive e atua em cada um. Ao refletir sobre o Narciso que vive em cada um, o ser, confronta-se com uma situação um tanto sombria. Temos medo de tudo àquilo que não conhecemos, tememos o diferente, o desconhecido, e aquilo que nos incomoda, não toleramos ver nem mesmo no outro.
Já percebeu como é fácil se sentir bem no meio de sua família, onde todos te amam falam a mesma língua é uma situação muito confortável, Mas por quê? Ora, porque é muito legal, sentir que é compreendido e amado. Ter admiração e reconhecimento pelo que se é pelo que está se tornando, ou pelos projetos que tem. O ser humano precisa disso: desse reconhecimento, dessa avaliação de que valem alguma coisa, de que são importantes para alguém. E se sentem muito orgulhosos com a sensação de “pertencer”, de fazer parte de algo que prezam tanto. Mas Dessa forma continuam como Narciso procurando e se apaixonando por seus próprios reflexos, por seus “semelhantes”, por seus iguais, e assim encontra-se em pleno século XXI, no novo milênio, apedrejando, escorraçando e matando aqueles que não têm sua cor, que não tem os seus costumes, a sua raça, que não possuem seu sangue, ou quem sabe seu nível de cultura, ou ainda, seu poder econômico, e principalmente, suas convicções políticas e religiosas, isto é seu valor. Gostar de quem se parece com agente é fácil, difícil mesmo é gostar, e demonstrar amor, a uma pessoal totalmente diferente de você, que se veste diferente, que pensa diferente. Algumas pessoas além de não aceitarem pessoas diferentes, acabam não permitindo que outros gostem delas. Maldizem com a intenção de realmente manipular a opinião de outros e isso não é bom, posso citar pessoas perigosas na historia que conseguiram isso, vejam só o império de Horror de Adolf Hitler, e Benito Mussolini. Enquanto não conseguirmos nos olhar com imparcialidade, nosso
trabalho interior passar a ser um meio de projetar vaidade, ou seja, a canção do eu sozinho: eu fiz, eu sou eu posso. Pois na verdade o autoconhecimento deve ser uma pratica que estimule o verdadeiro compartilhamento, formando pessoas capazes de organizar os conhecimentos individuais, possibilitando a colocação do saber particular a serviço de todos e não para se só.
trabalho interior passar a ser um meio de projetar vaidade, ou seja, a canção do eu sozinho: eu fiz, eu sou eu posso. Pois na verdade o autoconhecimento deve ser uma pratica que estimule o verdadeiro compartilhamento, formando pessoas capazes de organizar os conhecimentos individuais, possibilitando a colocação do saber particular a serviço de todos e não para se só. Trabalhar o aprimoramento da personalidade e do caráter nada tem haver com acumulação de sabedoria para o engrandecimento de um único individuo como sendo o dono da verdade. Temos que eliminar essa hipócrita vaidade que nos impede de amar e somar nossa diferença com os demais. Fora desse contexto o conhecimento é mal direcionado, e só alimenta o individualismo e a necessidade de “ribalta” de alguns.




